Excelência

Com efeito, os parâmetros usados para avaliar o que a arte exala em gente pequena torna-se cada vez mais insignificante, atingindo a paralisia da criatividade e da curiosidade.

Os profissionais preparados para auxiliar na transição entre gênero e espécie, estão colocados de frente uns aos outros, ganhando pirulitos e um saquinho de bolas de gude. Quem não sabe jogar, inventa.

Essa é a sensação depois de interpretar uma prova de conhecimentos específicos. Embora, muito atualizada e baseada em exposições que datam desde 1966 a 2009, não se espera muito dos docentes, apenas que saibam interpretar um texto e assinalar a questão correta.

Vale ressaltar que se o manto de Bispo do Rosário o levava a presença de Deus, existe uma possível chance de uma prova com alternativas me levar aos alunos.

Tratar convenientemente

Apoiou-se na sustentação de madeira velha e suja, inclinando parte de seu corpo para fora do edifício. Experimentou se equilibrar com a barriga na moldura, deixando a cabeça dependurada com as pequenas mechas de cabelo espantadas pelo rosto. Observou os prédios ao redor durante três longos minutos, geralmente imaginava como três minutos bem pensados demoram a passar. Imaginou também como é espantoso o rosto de quem se atira de um prédio. Suave, quase de felicidade; talvez a sensação de vento no rosto ou aquele arrepio de liberdade. São quase consagrados com uma auréola de sangue em volta da cabeça.

Antes de tratar convenientemente, adotou o efeito de pensar. E se não lhe bastar, há de escrever no batente da janela um pequeno trecho de uma música de Violeta Parra, para servir de lápide. Não sei se deviam colocar seus pés no chão ou mantê-los suspensos na parede.

Tocar de leve

Li sobre sonhos e tormentos, passeios sociais e licitações burocráticas. Sobre lindas mulheres feitas de rosa e de suas ações; amores.

Soube mais do que se sabe vendo a retrospectiva de final de ano. Não me obriguei a ler todas as páginas impressas erradas, tive medo de encontrar coisas maiores, dessas que não explicamos, que preferimos silenciar. Mas li, li com vontade de entender e entendi.

Acredito que a maior coisa que tenho em mim é a vontade de “entender”; meu maior medo desde que tirei zero na prova de matemática da quinta série continua o mesmo. Fico dividida entre “entender” e “aprender”.

(…)

Se quiser saber…

Anyway, I can try anything it’s the same circle, that leads to nowhere and I’m tired now. Anyway, I’ve lost my face, my dignity, my look, everything is gone and I’m tired now. But don’t be scared, I found a good job and I go to work every day on my old bicycle you loved. I am pilling up some unread books under my bed and I really think I’ll never read again.

No concentration, just a white disorder everywhere around me, you know I’m so tired now. But don’t worry I often go to dinners and parties with some old friends who care for me, take me back home and stay.

Monochrome floors, monochrome walls, only absence near me, nothing but silence around me.
Monochrome flat, monochrome life, only absence near me, nothing but silence around me.

Sometimes I search an event or something to remind, but I’ve really got nothing in mind. Sometimes I open the windows and listen people walking in the down streets. There is a life out there. But don’t be scared…

 

*Sei que ler músicas em páginas estranhas é extremamente chato, mas se quiser saber…

Dominique A.

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