Li sobre sonhos e tormentos, passeios sociais e licitações burocráticas. Sobre lindas mulheres feitas de rosa e de suas ações; amores.
Soube mais do que se sabe vendo a retrospectiva de final de ano. Não me obriguei a ler todas as páginas impressas erradas, tive medo de encontrar coisas maiores, dessas que não explicamos, que preferimos silenciar. Mas li, li com vontade de entender e entendi.
Acredito que a maior coisa que tenho em mim é a vontade de “entender”; meu maior medo desde que tirei zero na prova de matemática da quinta série continua o mesmo. Fico dividida entre “entender” e “aprender”.
(…)
Se quiser saber…
Anyway, I can try anything it’s the same circle, that leads to nowhere and I’m tired now. Anyway, I’ve lost my face, my dignity, my look, everything is gone and I’m tired now. But don’t be scared, I found a good job and I go to work every day on my old bicycle you loved. I am pilling up some unread books under my bed and I really think I’ll never read again.
No concentration, just a white disorder everywhere around me, you know I’m so tired now. But don’t worry I often go to dinners and parties with some old friends who care for me, take me back home and stay.
Monochrome floors, monochrome walls, only absence near me, nothing but silence around me.
Monochrome flat, monochrome life, only absence near me, nothing but silence around me.
Sometimes I search an event or something to remind, but I’ve really got nothing in mind. Sometimes I open the windows and listen people walking in the down streets. There is a life out there. But don’t be scared…
*Sei que ler músicas em páginas estranhas é extremamente chato, mas se quiser saber…
Dominique A.
Há uma vida inteira aqui dentro (esquisito escrever isso dentro de um quadrado pequeno e branco numa tela que é outro quadrado, mas acho que não estraga a metáfora torná-la ambígua).
Conversei com meu colega hoje, um desses que também não se encaixam, bem disse ele – e bem o sabemos nós – que a vida inteira será essa merda de estarmos subordinados a idiotas e cercados de imbecis; sei bem que há lugares que nos salvam, como uma sala de aula com um professor que gosta de ensinar e alunos que gostam de fazer perguntas.
há também “lugares” menores que nos trazem para um lar ilocalizável, mas que ‘está lá’.
- Sobre certos livros, é preciso saber que as coisas escritas não superam em importância e grandeza as coisas que ora se vivem.
Não acho chato ler músicas. Acho necessário pra se entender…
A vontade de entender parece-me englobar todas as coisas… O que há de maior em você, parece-me o mais raro de haver em qualquer um.